quarta-feira, 25 de julho de 2012

Desalinho...

Não têm sido mais como sempre foi.
 Hoje minha cabeça dói! Minhas vistas estão cansadas, cansadas fisicamente e de ver as mesmas coisas. Não tem sido suficiente ver o sol invadindo o quarto e fazendo esforço para eu me levantar da cama. 
 Não têm sido suficientes os incontáveis goles de café e maços de cigarros se tornando um monte de cinza. Simplificadamente, sem muito a teorizar, vejo que não tem mais sido como sempre foi.
 Minhas articulações doem, parece que a pele tá mais frágil. 
 O ouvido tem estado mais sensível, não consigo mais ouvir qualquer coisa que eu não quero.
 Paciência só nos dicionários... 
 Calmaria que não dá paz, mas que causa ansiedade; 
 Os hábitos mais rotineiros e cada vez menores, vida simples, fácil! 
 Decorada. 
 Não, não têm sido mesmo, com sempre foi. 
 Talvez mude, renove, seja diferente ou volte a ser como antes;
 Sempre quero o ANTES ou então o que VIRÁ, meus problemas são com o AGORA.
 Desalinho entre corpo e mente. 
 Esse é o problema: Ter de ajustar a mente que sempre vaga e viaja em todos os tempos com corpo que já está cansado e velho e que só quer deitar e acordar sem despertador.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sobre mim

Cabeça sobre os ombros,
 Cabelo, muito cabelo [Sobre a cabeça Olhos,nariz,rosto pequeno Boca grande!
 Corpo indecorável, ora cheio, ora vazio
Tudo no lugar em que deveria estar, nem sempre no momento e na sincronia exata.
Pareço mentira, exalo verdade... Tenho forma, cor, peso e nome, sou mais do que pareço ser e menos do que normalmente me cobro.
 Sou algo entre o real e a fantasia,
Ilusão e Dor
Alegria e Exageros
 Lilás, jujuba e palavras...
Constantemente inquieta, balanço as pernas e mexo no cabelo...
 Escrevo o que sinto, crio, planejo, invento moda e arrumo ideia, depois mudo tudo em segundos.
 Ponho o dedo na boca e aperto e cutuco os outros, gesticulo, falo muito, muita gíria e onomatopeias.
E eu sou pedaços que arrecadei ao longo da vida, pedaços que achei relevante ter em mim, e pedaços que se agregaram até contra minha vontade.
 Junções, misturas e conexões, formam os traços do ser, que se reflete no meu rosto e corpo.
 Movimentos e ações quase todas mal calculadas, compõem os traços desengonçados de meus gestos.
 Os olhares perdidos e a falta de concentração e atenção contínua, se contrasta com a voracidade e demasiada quantidade de palavras que saem da minha boca.
 Paradoxo ambulante:
Viagem-apego,
 Independente - medrosa,
 Palhaça - chorona,
 Impulsiva - Leal,
Ativa - preguiçosa,
 Criativa - previsível,
 Cética - ­­­­enganada,
 Louca - interessante,
 Rock –Samba,
 Skate -balé
 Dezah, pretinha, nega, magrela e zá.
No mais, na tentativa de me auto descrever, existem os títulos que são os mais importantes, e que tento, valorizar ao máximo: Filha, irmã, neta, prima, amiga, namorada, sobrinha e por ai vai...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Minha mão!

‎"Hoje o meu amor pegou na minha mão.
Com a força que diz que ele está ali, está presente...
E eu nesse momento fique sem força, com a fraqueza que diz que fui longe,
levada ao mundo de sonho, imaginação e realização.
Flutuante. Com o seu toque."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E passa

Passa o tempo, Passa a hora
Tempo meu Tempo de todos
Tempo que é
E que existe
Mas que não dá pra vê
E às vezes nem pra sentir.

Passa lento
Em alguns momentos
Passa veloz
Nos deixa a sós
E cria nós
Sem perceber passou por nós.

Passa o tempo, Passa em horas
Passa em sol, Passa em dia
Passa em lua, Passa agora,Passa depois,
Passa o tempo.

Em calendário, em fotografias,
Em lembranças e em desmemórias
Passa o tempo, Fora e dentro
Passa, e vai, com rastro, sem curso, sem molde
Ele passa, tudo passa
Passou tão depressa que nem vi
Só não passou em sentimento
Que mesmo com o tempo ainda está aqui.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Telefonema



O impulso de ouvir tua voz.
A ânsia boba do teu cheiro espalhado no quarto.
As memórias infindas dos encaixes corpóreos.
O contato.
A pele, o pêlo, pelo meu corpo
Pêlos meus, pêlos seus, pelo seu corpo...
Complemento.
E foi por isso, por isso
A morte de saudade.

Dezah Jorge

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pensamentos frouchos

"Doí fisicamente a saudade sentida,
como se fosse literalmente arrancado do corpo
aquilo que se perdeu..."

"Eu quero outra coisa!
Enjoei dos gostos provados,
quero experimentar a surpresa e saber todos os dias que gosto ela têm..."

"A cada segundo passado
Uma coisa nova acontece
E mesmo transitando pelo certo e errado
São nesses segundos que a vida se mostra e aparece."

Um diálogo vazio

"E ele disse que é ela é linda,linda,linda...
Falou tanto, mas ela não acreditou!
Talvez ela esteja apenas querendo ouvir de outro alguém..."

D.J