sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um samba ameniz-a-DOR

Não estranhe meu amor
Não poderei te proteger
Tirar toda essa dor, porque você tem que aprender
Eu não posso te iludir e dizer que tudo ficará bem
Não posso nem olhar pros seus olhos e te dar meu ombro sem chorar e você vê

Se eu pudesse, te faria perceber
Sem você sentir dor
Se eu pudesse com um abraço te aquecer
Mas já não tenho mais calor

Não acredite nem sequer no que eu te digo
Observe atentamente meu caminhar
E se ao acaso encontrar algo diferente
Desconfie eu não terei como explicar

Somente agora eu te mostrarei
Meus olhos verdadeiros
Até agora o que você viu não é real
Preste atenção esse é o derradeiro
A vida meu bem
Vai te surpreender
Esteja preparada, cubra o seu rosto
Sua verdade ninguém quer saber
Aprenda a dançar no ritmo a dois, a três a quatro a dez, mas nunca fique pra depois

Vai ser melhor assim, meu amor
Sei que vai doer, cubra-se esconda sua dor
Ninguém vai querer saber
É melhor participar da festa com o seu sorriso
Um sorriso único, eterno e estampado nessa mascara que combina com seu vestido

Culpa

Ouvi um som
Um som doloroso
Alguém morreu
Do outro lado da rua
Foi um tiro
E de quem foi a culpa?

A culpa foi minha!
A culpa e de quem assume
Ninguém quer assumir
Então prefiro deixar passar
Fingir que não ouvi nada

Sempre querem me culpar
Antes mesmo que eu me reconheça como culpado
Espremido, sem alternativas.
Fico sempre carregando esses pesos comigo aonde vou
A culpa e sempre minha

Por eu nascer
Por você morrer
Por existir culpa
Por sentir culpa

Mão e pés presos com força
Tronco imobilizado
Cabeça e olhos em movimento
Ainda consigo ver o que acontece
Mas o resto do corpo permanece imóvel
E a culpa é minha.

Que seja a última

E quando ela partir
Der seu derradeiro adeus, eu vou ter certeza que tudo se acabou
Não adiantará sonhar, não será preciso nem dormir, porque tudo de bom em um sono será irrelevante
Não terei motivos pra cantar ou gargalhar contagiosamente
Não fará sentido abrir os olhos e rogar
Nem cerrar os punhos e lutar
Ela vai estar morta e ela nunca deve morrer, mas se for inevitável e ela factualmente se for, por uma ordem instintiva e natural ela será a ultima, a última a ir, ela a esperança!

Preta-Olhar de diamante

E a segurança pré-matura que adquiriu assusta aqueles que a amam
Todos tentam protegê-la, mas ela não quer proteção, ela sabe de si
E ainda aprendeu a proteger os outros.
Suas dúvidas são comuns e seus medos controlados
Sua vida é desenhada com seu bom humor e suavidade
Ela é amiga, amiga forte!
Aprende a ser única e demonstrar quem ela é...
Ela é linda, ela é linda, ela é linda
Talvez ela nem precise ouvir isso, ela sabe!