sábado, 27 de março de 2010

Viagem

Ao entrar nesse jardim
sentindo o vento brisando no corpo e o
cheiro das flores entrando na alma
Pude sentir na pele o que é carinho...


Paradas ao decorrer da noite para firmar a mão na
pele suada e transbordante de desejo e paixão
Extasiavam o prazer interno deixando-me anestesiada da cabeça aos pés
Uma viagem lenta e ao mesmo tempo ligeira demais pra se dar conta da proporção
que me invadia sem pedir licença
Uma viagem paradoxalmente agradável que ao fundo chegava a provocavar um misto de dores e calafrios


Eu estava no jardim,sentindo-me diferente a cada instante
como se tudo que se acredita durante toda a vida, mudasse constantemente em fração de segundos
Tudo se movia,de dentro para fora,de fora para dentro,em todas direções imagináveis e inimagináveis também
O jardim aos poucos me consumia


Tornei me parte dele,sendo impossível haver alguma sombra de ruptura
Acostumando-me com tudo que ele me oferecia e me retirava
Pude ir aos poucos me adaptando aos seus movimentos
Eu era o jardim,o jardim era eu
E toda as flores,ventos,folhas e seres que nele existiam multiplicaram-se
E foi ai que me aprofundei no sentir na pele e pude então saber o que era amor personificado.

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